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PRESIDENTE DA REPÚBLICA ENCERRA CURSOS MILITARES NO ISEDEF
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PRESIDENTE DA REPÚBLICA ENCERRA CURSOS MILITARES NO ISEDEF

18/11/2025

Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança insta o ISEDEF a reinventar-se na busca de respostas para os desafios do país.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, desafiou, no dia 17 de Novembro, o Instituto Superior de Estudos de Defesa “Tenente-General Armando Emílio Guebuza” (ISEDEF), durante a cerimónia de encerramento do 1º Curso de Defesa Nacional, 12º Curso de Estado -Maior Conjunto e o 14º Curso de Promoção à Oficial Superior, a reinventar-se diante dos desafios globais que exigem respostas científicas, com destaque para o terrorismo, em Cabo Delgado. 
“Nesse quesito, a proactividade deve ser a palavra de ordem nesta casa. Isso significa que esta instituição não pode ficar à espera de orientações superiores para fazer estudos sobre determinadas matérias de interesse para a defesa do nosso Estado moçambicano”, desafia Daniel Chapo.
Para o efeito, o estadista moçambicano entende que é necessário garantir a formação e actualização permanente do seu corpo docente com novas ferramentas teóricas, que depois vão transmitir aos formandos desta instituição de ensino superior.
O estadista moçambicano destacou a importância da inclusão de auditores civis no Curso de Defesa Nacional, como Presidentes dos Conselhos de Administração de empresas públicas, para que a Sociedade perceba a necessidade da Defesa da Pátria, preservação da Paz, Independência, Integridade territorial e Unidade Nacional.
Ciente de que os terroristas estão frequentemente a aperfeiçoar e a mudar o seu modus operandi, o Chefe do Estado orientou o ISEDEF para tudo fazer de modo a estar sempre um passo mais adiantado do que aqueles que considera de inimigos do nosso povo.
“Urge estar permanentemente a estudar e a monitorar as artimanhas dos terroristas, com intuito de assessorar as Forças de Defesa e Segurança na concepção de melhores estratégias e tácticas de combate a este mal no Teatro Operacional Norte”, adverte Daniel Chapo.
Chapo orientou ainda a direcção máxima das Forças Armadas de Defesa de Moçambique para que alguns dos finalistas graduados saiam directamente para o teatro operacional e, outros, por serem civis – no caso dos auditores, regressam às suas instituições com a componente de segurança mais aguçada.
“O mais importante é que todos, de forma directa ou indirecta, irão reforçar, ainda mais, o escudo defensivo de Moçambique”, anota. 
Durante a cerimónia, o Chefe do Estado desafiou os graduados a serem proactivos. 
“A partir de hoje, a Pátria chama por vós para colocarem em prática e com criatividade, os conteúdos que apreenderam nesta formação, para melhor contribuírem na defesa dos interesses mais supremos do nosso povo, que é, em primeiro lugar, a nossa Independência Nacional, a nossa Unidade Nacional, a Paz, a Democracia, a Soberania e a nossa Integridade Territorial”.
O Major-General Tenente Freitas Norte, Comandante do ISEDEF, acredita que os finalistas dos três Ramos, que foram entregues ao Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, adquiriram competências que lhes permitem executar actividades inerentes ao Planeamento Operacional Conjunto, Planeamento Estratégico de Defesa, elaboração de Ordens de Operações e dirigir as correspondentes Operações de nível de Batalhão e de Brigada.
Os Finalistas estão cientes dos desafios que se impõem às Forças Armadas de Defesa de Moçambique relativamente às ameaças a soberania nacional, à integridade territorial e à segurança das populações, quer do ponto de vista militar, quer do ponto de vista dos efeitos das mudanças climáticas.
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